amd

Configurações do Driver AMD: 5 Ajustes Que Melhoram Seus Jogos

Cinco configurações do AMD Adrenalin que melhoram seus jogos de graça — e uma delas vem desligada de fábrica. Veja o que ligar e o que evitar.

Voltar ao blogConfigurações do Driver AMD: 5 Ajustes Que Melhoram Seus Jogos

Se você tem uma placa de vídeo da AMD, existe uma boa chance de estar deixando desempenho e qualidade de imagem na mesa sem saber. O AMD Software Adrenalin — o painel de controle do driver — chegou a um ponto em que algumas das funções mais interessantes já vêm ligadas de fábrica, outras ficam escondidas atrás de um botão desativado, e várias que a AMD coloca em destaque na verdade pioram a sua imagem.

Separamos cinco ajustes que valem o seu tempo. Nenhum deles custa dinheiro, nenhum exige troca de peça e todos levam menos de cinco minutos no total.

1. FreeSync (ou Adaptive Sync, ou VRR)

Esse é o primeiro lugar onde você deve olhar. Abra o Adrenalin, vá na engrenagem de configurações e procure a aba de tela (Display). A primeira opção da lista é a taxa de atualização variável — e o nome dela muda conforme o monitor e o tipo de conexão: pode aparecer como FreeSync, Adaptive Sync ou simplesmente VRR.

O que ela faz é sincronizar a taxa de atualização do monitor com a quantidade de quadros que a placa está entregando naquele instante. Sem isso, monitor e placa trabalham em ritmos diferentes e você vê a imagem "rasgada" no meio da tela — o famoso screen tearing, muito perceptível em jogos com movimento lateral rápido.

Um detalhe que confunde muita gente: ao ativar o FreeSync numa placa AMD, normalmente nada acontece na tela. O monitor não pisca, não troca de modo, não dá aquele blackout de um segundo. Isso é comportamento normal, não é bug e não significa que a opção não pegou.

Aproveite que está por ali e confira também a taxa de atualização do monitor nas configurações de vídeo do Windows. As placas AMD costumam já subir para a taxa máxima sozinhas — bem mais do que as NVIDIA fazem — mas vale a conferida de dez segundos. Não é raro alguém rodar um monitor de 144 Hz travado em 60 Hz por meses sem perceber.

2. O upgrade automático de FSR

Essa é a novidade mais valiosa dos drivers recentes. O Adrenalin consegue pegar o FSR 3.1 que o jogo já implementou e substituir pela versão 4 na hora da execução, sem que o desenvolvedor precise atualizar nada. A diferença de qualidade de imagem é grande: menos cintilação em bordas finas, menos rastro atrás de objetos em movimento, textura mais estável.

Duas informações importantes. Primeira: o recurso vale para as GPUs dedicadas RDNA 3 e RDNA 4 — as linhas Radeon RX 7000 e RX 9000. Segunda: ele já vem ativado por padrão. Se você está com o driver atualizado, não precisa mexer em nada no painel.

O que você precisa mexer é no jogo. Entre nas configurações de vídeo e ligue o FSR. A partir daí, o comportamento varia:

  • Se o jogo separa "FSR 3" e "FSR 4" no menu — como o Cyberpunk faz — escolha o 4 na mão.
  • Se só existe FSR 3.1 na lista, ligue assim mesmo. O driver faz a troca por baixo dos panos.
  • Alguns títulos mostram a versão nova no próprio menu; outros nem mudam o número, mesmo estando rodando a versão atualizada.

Para tirar a dúvida, aperte Alt+R dentro do jogo e olhe o status do FSR no overlay do Adrenalin. Se estiver marcado como ativo, com o sinal verde, está funcionando.

3. O upgrade de geração de quadros — esse vem desligado

Aqui mora a pegadinha. Além de atualizar o upscaling, o driver também consegue substituir a geração de quadros do FSR 3.1 pela versão nova, baseada em IA. O ganho é de qualidade de imagem: os quadros gerados ficam visivelmente mais limpos, com menos artefato em torno da interface e de objetos rápidos — e isso sem custo adicional de performance.

A diferença é que a AMD deixou essa opção desativada de fábrica, e ela vale apenas para as placas RDNA 4 (linha RX 9000). Ou seja: quem tem uma placa da geração atual e nunca abriu essa tela está rodando a versão antiga sem motivo. O botão fica logo ao lado do upgrade de FSR, na mesma seção do painel.

4. Formato de cor em RGB 4:4:4

Ainda na aba de tela, procure o formato de pixel. O que você quer ver é RGB 4:4:4 completo — o modo sem compressão de cor, em que cada pixel carrega a informação completa. Nos formatos 4:2:2 e 4:2:0 a informação de cor é compartilhada entre pixels vizinhos, e o resultado aparece principalmente em texto colorido sobre fundo escuro, que fica com aquela borda suja e mal definida.

Se o 4:4:4 não estiver disponível na lista, o motivo quase sempre é largura de banda do cabo: a combinação de resolução, taxa de atualização e profundidade de cor estourou o limite da conexão. A saída mais simples é baixar a profundidade de cor para 8 bits e então selecionar o 4:4:4. Na prática, para a maioria dos monitores, 8 bits com cor completa entrega um resultado melhor do que 10 bits com cor comprimida.

5. O que NÃO ligar

Esse último é ao contrário: uma lista de coisas para deixar quietas. O principal alvo é o botão Hyper RX, que a AMD coloca em destaque no painel. Ele é um atalho que liga vários recursos de uma vez — inclusive os que atrapalham.

  • Radeon Super Resolution (RSR) — upscaling feito pelo driver, baseado na primeira geração do FSR. Fica pior que o FSR que o próprio jogo implementa. Só faz sentido em títulos que não têm upscaling nenhum.
  • Fluid Motion Frames — geração de quadros por driver, com qualidade de imagem bem inferior à do FSR integrado ao jogo.
  • Enhanced Sync e Radeon Boost — deixe desligados.
  • Anti-Lag — esse é caso a caso. Teste por jogo: se a fluidez piorar ou aparecerem engasgos, desligue.

Duas funções do painel escapam da lista negra e podem ser úteis. O image sharpening é um filtro de nitidez decente, ativável pelo próprio overlay, embora não caia bem em todo jogo — vale testar título a título. E o Radeon Chill, apesar do marketing em cima de economia de energia, funciona bem como limitador de FPS simples: basta colocar os dois sliders no mesmo valor.

Vale a pena o upgrade de placa?

Se depois de ajustar tudo isso o desempenho ainda não estiver onde você quer, aí sim a conversa muda de assunto. Vale olhar o resto da máquina antes de sair comprando GPU: processador antigo, pouca memória ou um SSD lento seguram uma placa boa com facilidade. A gente monta configurações equilibradas na página de builds e faz avaliação de upgrade ponto a ponto, apontando qual peça é o gargalo real da sua máquina.

E se a ideia é começar do zero, dá uma olhada nas opções de montagem de PC gamer ou passe na nossa loja — a gente ajuda a escolher a placa certa para o monitor que você já tem, que é o jeito de não jogar dinheiro fora.

Mas comece pelos cinco ajustes acima. São gratuitos, levam cinco minutos e, no caso do upgrade de geração de quadros, corrigem algo que a própria AMD deixou desligado sem avisar ninguém.

amdradeonadrenalinfsrplaca de video

Com esse problema no seu PC?

Tela azul, travando, lento ou não liga? A gente diagnostica de graça em Moema, conserta com garantia de 1 ano e você acompanha online — sem compromisso.

Blog

Leia também

Ver todos
Por Que os Jogos Pararam de Evoluir em Gráficos
21 de agosto de 20263 min de leitura

Por Que os Jogos Pararam de Evoluir em Gráficos

Entenda como o uso excessivo de engines prontas impactou a evolução dos jogos e o desempenho em PCs. Descubra soluções para otimizar seu setup na PC Builder.

jogos pchardware gamerotimizacao