Placa de vídeo

NVIDIA ou AMD em 2026: RX 9070 XT ou RTX 5070 no upgrade

A equipe da PC Builder revelou qual placa de vídeo usa e qual seria o próximo upgrade. NVIDIA ou AMD? Veja o placar e como decidir o seu caso.

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Toda semana alguém entra na loja com a mesma dúvida: NVIDIA ou AMD? É a discussão que nunca morre, e quase sempre a resposta que a pessoa recebe na internet é um time torcendo contra o outro.

Então a gente resolveu fazer diferente. Em vez de opinar em nome do canal, fomos perguntar para cada pessoa da equipe da PC Builder: qual placa de vídeo você usa hoje e qual seria o seu próximo upgrade? O resultado é mais interessante do que qualquer briga de torcida — porque são pessoas que mexem com hardware o dia inteiro, e ainda assim discordam entre si.

O que a equipe respondeu

As respostas, uma por uma:

  • Rafael — usa uma RTX 3070 (uma placa refugiada de mineração). O próximo upgrade dele será NVIDIA de novo, e o motivo é um só: prefere o DLSS ao FSR.
  • Um colega da equipe — está com uma RX 6750 XT. O próximo seria a RX 9070 XT, por custo-benefício: na avaliação dele, ela bate a RTX 5070 na mesma faixa de preço. Os recursos exclusivos da NVIDIA não pesam na decisão.
  • Cauê — também usa uma 3070 refugiada de mineração. Quer a 9070 XT: mais barata e mais desempenho, então vai de AMD por enquanto.
  • Pedro — mais uma 3070 na conta. Vai de RTX 5070, basicamente para atualizar a máquina.
  • Thiago — está com uma RTX 3080 Ti e não vai trocar agora, porque ela ainda atende bem. Se fosse trocar hoje, seria a 9070 XT — mas prefere esperar a próxima geração.

Ou seja: dentro de uma loja de hardware, o placar ficou praticamente empatado. E isso já é a primeira lição.

Três padrões que apareceram na conversa

1. A placa refugiada de mineração é uma constante aqui

Repare quantas RTX 3070 apareceram na lista. Isso não é coincidência: aquela geração inundou o mercado de usados depois do fim do ciclo de mineração, e virou o caminho natural de quem trabalha com PC e quer desempenho sem gastar o preço de placa nova.

Vale a pena comprar uma dessas? Pode valer muito, desde que você saiba o que está olhando. Placa que rodou em mineração normalmente trabalhou em carga constante, mas em temperatura controlada e sem os ciclos bruscos de um PC gamer. O que costuma sofrer são os componentes de desgaste — pasta térmica ressecada, ventoinhas gastas, thermal pads endurecidos. Nada disso é irreversível: uma revisão bem feita devolve a placa a um estado saudável.

O que a gente sempre recomenda antes de fechar negócio: rodar um teste de estresse por algum tempo e acompanhar temperatura e clock, verificar se a placa mantém desempenho ou se começa a cair (sinal de superaquecimento), e olhar o estado físico dos conectores. Se você comprou uma usada e quer garantir que está tudo certo, essa é uma avaliação que a gente faz na bancada.

2. O DLSS é o argumento de quem fica na NVIDIA

Quem escolheu continuar com a NVIDIA na nossa enquete não citou desempenho bruto. Citou DLSS.

Faz sentido. As tecnologias de upscaling deixaram de ser um detalhe e viraram parte central de como os jogos rodam hoje — em muitos títulos, é o que separa uma experiência fluida de uma travada, especialmente em resoluções mais altas. E o ecossistema da NVIDIA, historicamente, chegou antes e com suporte mais amplo nos jogos.

Mas repare no outro lado: parte da equipe simplesmente não liga para isso. Se você joga majoritariamente em 1080p, em títulos competitivos que já rodam com folga, ou em jogos que não implementam upscaling, esse argumento perde força na sua realidade específica. É por isso que não existe resposta única.

3. A 9070 XT dominou a conversa por custo-benefício

Ela apareceu como preferência de três das cinco pessoas — inclusive de quem não vai trocar agora. O raciocínio foi sempre o mesmo: entrega mais desempenho por menos dinheiro na comparação direta com a concorrente de faixa equivalente.

Esse é o cenário clássico da AMD quando ela acerta o preço: você abre mão de alguns recursos de ecossistema e leva mais quadros por real gasto. Para quem monta olhando planilha, é um argumento difícil de vencer.

Como decidir o seu caso

Tirando a torcida da equação, a decisão fica bem mais simples. Responda essas perguntas antes de escolher:

  1. Em que resolução você joga? Quanto mais alta, mais o upscaling importa — e mais o argumento do DLSS pesa.
  2. Você usa o PC só para jogar? Se trabalha com edição, 3D ou IA, o ecossistema de software costuma pender para a NVIDIA. Se é só jogo, a conta fica puramente de desempenho por real.
  3. Qual é o orçamento real? Não o ideal — o que você vai gastar de fato. É esse número que elimina metade das opções.
  4. O resto da máquina acompanha? Placa boa em processador antigo, com fonte no limite, é dinheiro jogado fora. Vale checar o conjunto inteiro antes.

E tem uma quinta resposta que quase ninguém considera: não trocar. Foi a escolha do Thiago no vídeo. Se a sua placa atual ainda entrega o que você precisa, esperar a próxima geração costuma ser a decisão mais racional — principalmente em um momento de mercado com preço pressionado.

A conclusão honesta

Não existe vencedor universal nessa disputa. Existe a placa certa para o seu orçamento, para os seus jogos e para o resto da sua máquina. Se dentro de uma equipe que respira hardware o placar deu empate, é sinal de que a resposta certa depende mesmo do contexto de cada um.

Se você está travado nessa escolha, a gente pode ajudar a fazer a conta olhando a sua máquina de verdade — o que já tem, o que precisa trocar junto e o que faz sentido no seu orçamento. Dá uma olhada nas nossas builds montadas, veja as opções na loja, ou fale com a gente sobre o upgrade. É de graça e evita que você gaste mal.

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