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RTX 50 Super adiada: 24GB de VRAM só no 3º trimestre de 2026

A NVIDIA não cancelou a linha RTX 50 Super: segundo fontes da cadeia asiática, ela foi adiada para o 3º trimestre de 2026, com até 24GB de VRAM.

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A linha RTX 50 Super passou meses sendo tratada como projeto morto. Depois de rumores fortes de cancelamento no fim do ano passado, novas informações vindas da cadeia de fornecedores asiática apontam outra coisa: a linha não foi cancelada, foi adiada — e continua no plano com o item que mais interessa a quem joga em 4K ou mexe com IA local, que é mais VRAM.

Vale o aviso de sempre antes de continuar: tudo aqui é rumor e vazamento. A NVIDIA não anunciou oficialmente essas placas, e nem os parceiros que montam as versões customizadas teriam recebido as especificações finais até agora. Tratamos como cenário provável, não como fato.

O que era a linha Super — e por que deram ela como morta

Pelos planos originais atribuídos à NVIDIA, a linha Super da geração 50 era esperada para o começo de 2026. A ideia é a mesma das gerações anteriores: pegar as placas atuais, subir clocks, ajustar configuração de chip e, principalmente, aumentar a memória de vídeo.

Esse último ponto não é detalhe. A geração Blackwell foi criticada desde o lançamento justamente por entregar pouca VRAM nos modelos intermediários, num momento em que jogos em 4K com ray tracing e texturas pesadas passaram a encostar no teto de memória com facilidade.

Só que, no fim do ano passado, começaram a circular relatos de que a linha inteira tinha sido cancelada. O motivo apontado é o mesmo que vem apertando o mercado de hardware como um todo: falta de chips de memória GDDR7 de alta densidade, absorvidos pela demanda de datacenter e IA, que paga mais e compra em volume.

As especificações que circulam

Os números que aparecem nos vazamentos, e que continuam sem confirmação oficial, são estes:

  • RTX 5080 Super — 24 GB de VRAM
  • RTX 5070 Ti Super — 24 GB de VRAM
  • RTX 5070 Super — 18 GB de VRAM

Para dimensionar o que isso significa: no lado GeForce, 24 GB sempre foi território de placa topo de linha — o patamar das RTX 3090 e 4090. A RTX 5090 subiu para 32 GB, mas custa o preço de um PC inteiro e nunca teve disponibilidade confortável por aqui. Ver 24 GB descendo para um tier abaixo do topo é uma mudança relevante de patamar, não um ajuste cosmético.

Também circulou informação de TDP das novas placas em ferramentas de terceiros, como calculadoras de fonte, o que costuma ser um sinal de que o projeto está avançado do lado dos parceiros. Ainda assim, é vazamento.

Por que o adiamento: a memória foi para o datacenter

A explicação que se repete em todas as fontes é a mesma. A GDDR7 de alta densidade necessária para montar essas configurações de memória está sendo direcionada para produtos de inteligência artificial. Numa disputa entre placa de vídeo para consumidor e acelerador de datacenter, o consumidor perde — a margem do outro lado é maior.

Segundo as fontes de Taiwan e Hong Kong citadas nos relatos, a NVIDIA teria comunicado aos parceiros que a linha segue viva, com a janela deslocada para o terceiro trimestre de 2026, ou seja, entre julho e setembro. Também se espera que as Super substituam as versões atuais, com as placas sem o sufixo saindo de produção.

O que muda para quem joga em 4K ou quer IA local

Para jogo puro em 1080p e 1440p, VRAM extra resolve menos do que muita gente imagina — o que manda ali é o poder bruto do chip. O cenário em que esses 24 GB fazem diferença real é outro:

  • 4K com texturas em ultra e ray tracing, onde estourar a memória causa engasgo e queda brusca de frametime, não só perda de FPS média.
  • IA local: rodar modelos de linguagem ou geração de imagem na própria máquina é limitado quase que exclusivamente por VRAM. É a diferença entre carregar um modelo maior inteiro na placa ou não carregar.
  • Criação de conteúdo — edição em timeline pesada, 3D, composição — onde memória de vídeo vira teto de projeto.

Se você está nesse perfil e a máquina atual ainda dá conta, esperar faz sentido. Se a placa que você tem já está te travando hoje, esperar por um lançamento sem data confirmada e sem preço anunciado é aposta — e o histórico recente de preço e disponibilidade de placa de vídeo no Brasil não recomenda apostar.

O que ainda não se sabe

Duas coisas seguem completamente em aberto, e são justamente as que decidem se a notícia é boa ou não na prática: preço e disponibilidade. Nenhuma fonte traz valores, e a mesma escassez de memória que adiou a linha é o tipo de fator que costuma empurrar preço para cima no lançamento. Placa com mais VRAM não serve de nada se chegar cara e sumida das lojas.

Nossa recomendação é a de sempre em ciclo de rumor: não segure um upgrade que você precisa hoje esperando um lançamento sem data. Mas se a compra pode esperar alguns meses e o seu uso é justamente o que se beneficia de memória — 4K, IA local, criação —, vale acompanhar antes de fechar negócio.

Se quiser ajuda para decidir o que faz sentido para o seu uso e o seu orçamento, dá para conversar com a gente: montamos máquinas sob medida na seção de builds, avaliamos upgrades pontuais quando trocar a placa inteira não é o melhor caminho, e você encontra o que temos disponível na loja.

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